"Os Alemães Estão Fartos De Guerra" 1

“Os Alemães Estão Fartos De Guerra”

A obispa Margöt Kässmann me abre a porta de seu austero escritório em Hannover, sem secretários ou parafernália. Austeridade, economia e funcionalidade rodeiam esta mulher de 51 anos, mãe de 4 filhas e divorciada de um pastor, que foi eleita em outubro chefe da Igreja Protestante Alemã, com vinte e cinco milhões de seguidores. Só há 121 dias em teu cargo.

Foi demitido, porém deixou uma profunda impressão. É uma pessoa dinâmica e vital que ainda mantém uma certa áurea juvenil. Seu último livro, que o ano que vem é editado em Portugal, intitula-se Na metade da vida. Na Alemanha está a ser um best-seller e se dirige a mulheres cincuentonas. Humano, feminino e despretensioso, o livro reflete bem a personalidade de Kässmann, direta, ativa e corajosa.

O realista defeito era que as expressões de Kässmann transmitidos com o notar de 70% dos alemães e historicamente mais que possa ser perceptível e sensata alergia ao militarismo. Com uma declaração de três minutos e meio em que divulgou a sua demissão irrevogável, tanto da sede da Igreja como do bispado de Hannover, Kässmann deram-lhe a volta à ocorrência. Voltará a ser uma pastora de paróquia, citou.

a Sua decisão foi cem por cento pessoal. Poucas horas antes, o Conselho da Igreja lhe havia transmitido a tua “plena segurança”. Ela declarou, contudo, que a tua apostasia, que a nação alemã tinha acolhido com indulgência, introduzindo uma nova conjuntura moral irremediável e inevitável. Após o meu erro, argumentou ele, “neste momento não teria a independência para se qualificar e julgar, como antes, os desafios éticos e políticos”.

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Pra população civil alemã, socialmente tão fraco e dormindo como a do resto do continente, esta demissão representa um infortúnio, todavia bem como uma potência motriz. A separação entre população civil e categoria política, que diz estar defendendo a “segurança da Alemanha no Hindukush”, torna-se cada vez superior. A um lado o ceticismo do 71% dos alemães, do outro os partidos que representam 90% de vontade de voto.

Kässmann assinalou essa lacuna. Desta forma, no momento em que o sábado soprou o bafômetro sentiu sobre a sua pessoa o fôlego do Estado, no significado mais literal. Esta conversa teve espaço antes da demissão. Kässmann nasceu em 1958. Sua mãe era enfermeira e teu pai, prematuramente falecido, era posto de gasolina e uma oficina de reparação de automóveis, dessa forma que ela Margot jogava entre pneus de veículos.

Em 1981 casou-se com um pastor e quatro anos depois se mandou. Em 1989, escreveu uma tese intitulada, “Pobreza e riqueza em frente à unidade da Igreja”. Em 1999, dois dias depois de completar quarenta e um anos, se tornou a segunda obispa da Alemanha, à frente do maior distrito eclesiástico do estado, Hannover, com três milhões de participantes.

Como obispa, Kässmann criticou a atuação da Igreja Católica sobre a homossexualidade e contra o exercício de preservativos. Também se descreveu numa ocasião contrária ao hipotético exercício como mesquitas de igrejas protestantes abandonadas. Também se considerou em prol de ilegalizar o partido neonazista alemão NPD.