Lassalle: "A Revolução Digital Está Triturar Os Ideais Da Revolução Francesa" 1

Lassalle: “A Revolução Digital Está Triturar Os Ideais Da Revolução Francesa”

José Maria Lassalle (Santander, 1966), fascinado pela técnica desde os tempos de sua tese de doutorado, liberal influenciado pela crítica (de origem marxista da Escola de Frankfurt, alerta para os perigos do desenvolvimento tecnológico em disparada e monopolista. Será que Nos conhecem os algoritmos melhor do que nós mesmos? Efetivamente. Além disso, quando surgirem os algoritmos biométricos e, junto com o machine learning, sejam capazes de interpretar as nossas emoções, imediatamente aproximadamente nos substituirão em nossa prática de decisão. É um dos desafios que tem na frente a democracia ocidental.

Mas, será que sabemos o que é um algoritmo? O algoritmo se tornou o instrumento através do qual as empresas e a tecnocracia ligada a estas instituições controlam as commodities de nosso tempo, que são as informações. O capitalismo tem gerado na primeira vez um paradigma de desenvolvimento sem domínio, pelo motivo de as informações não têm teoria da propriedade.

É preciso desenvolvê-la: saber onde está meu e teu e delimitar o espaço público dos dados. O título de domínio não poderá ser o algoritmo. Quem controla a informação e a captação dos detalhes guarda um amplo poder. Em cinco anos, no ranking de grau de capitalização da mais alta passou de três corporações tecnológicas a oito.

As contas de resultados crescem exponencialmente. O panorama que se descreve em Ciberleviatán soa a fantasia ciberpunk, com grandes corporações que dominam tudo… você vai Viver numa distopia deste tipo? Infelizmente, não é uma fantasia. Somos Ainda mais os que ficarmos sabendo dos riscos distópicos para os que avança a revolução digital. São alguns riscos associados, por um lado, a elite tecnocrática, que domina a revolução digital, e que tem uma visão claramente nietzscheana e pós-moderna: uma reformulação da idéia do homem por intermédio do transhumanismo.

Mas estão bem como associados a uma visão da técnica despojada de qualquer tipo de reflexão ou de conteúdo humanístico e concentra-se em forçar os limites. Uma das chaves do desenvolvimento tecnológico está em que não existem limites, e isso é estourar os critérios de nossa civilização. Você diz que o entusiasmado nesse modo é que se costuma acompanhar com bons olhos.

você Acredita que este ponto de visão podes estar mudando? A conta de resultados e os níveis de capitalização das grandes organizações dizem que não, e o valor de negócio que geram os serviços e as aplicações bem como. O determinismo tecnológico diz que a tecnologia progride de modo autônoma, sem o controle dos seres humanos. Eu imagino desse modo, todavia também acho que ainda existem as margens políticos para que a democracia reaja e abra um método de debate público a respeito do que isso significa e assuma o controlo legal e regulatório sobre isso os desenvolvimentos.

Se não o fizermos hoje, será penoso fazê-lo amanhã, visto que o modo de concentração das organizações que controlam a revolução digital cresce de modo incontrolável. Estamos ainda no momento anterior ao clique que provoca a ruptura. À capacidade que a velocidade do desenvolvimento tecnológico cresce, nossa perícia de reação corta, e em determinado momento, a situação será irreversível. A China, como por exemplo, está montando seu caráter ditatorial, através da tecnologia, o controle por intermédio da inteligência artificial (IA).

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o que é o humanismo tecnológico? Em examinar uma vantagem competitiva que tem a Europa em relação à China e EUA, que é participar de uma civilização que leva 2.500 anos pensando a tua ligação com a técnica. Desde o Protágoras de Platão ponderar a respeito da potencialidade da técnica pra transformar subjetivamente ao ser humano. É preciso pactuar com a técnica, criar um princípio de responsabilidade: pela capacidade em que se incrementa o desenvolvimento técnico tem que aumentar o nível de responsabilidade dos seres humanos. Pra esta finalidade, faz falta atribuirla ao homem a prática de decisão. Os modelos dos algoritmos têm que ser regulados por lei, não pensando em sua eficiência, todavia na sua utilidade humanista.

Mais do que criar uma realidade aumentada, há que montar uma humanidade aumentada. Você vai além da crítica da infoxicación, denuncia uma alteração na subjetividade do ser humano. A revolução digital está sendo uma revolução ontológica, que influencia a essência do humano, muda a nossa subjetividade, faz com que, na primeira vez na História o corpo se retire da clareza direta da realidade. É bem como uma revolução política, que está triturar os ideais da Revolução Francesa e da construção da idéia de cidadania pra maioria de idade, propondo uma liberdade assistida, que substitui a lei dos algoritmos.